Desde o Projeto 365 Canções (2010), o desafio é ser e estar à escuta dos cancionistas do Brasil, suas vocoperformances; e mergulhar nas experiências poéticas de seus sujeitos cancionais sirênicos.
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12 janeiro 2025
Heroínas negras brasileiras em 15 cordéis
Conheço o trabalho de Jarid Arraes desde o tempo em que a autora vendia seus cordéis na internet. Tenho os folhetos em que vida e obra de Antonieta de Barros, Aqualtune, Carolina Maria de Jesus, Dandara dos Palmares, Esperança Garcia, Eva Maria do Bonsucesso, Laudelina de Campos, Luisa Mahin, Maria Felipa, Maria Firmina, Mariana Crioula, Na Agontimé, Tereza de Benguela, Tia Ciata e Zacimba Gaba são poetizadas com rigor formal e beleza ética. Isso antes de Maria Firmina do Reis ganhar recente revisão necessária da crítica acadêmica, como os relançamentos de "Úrsula"; ou de Luisa Mahin figurar no samba enredo de Mangueira - "Brasil, chegou a vez / De ouvir as Marias, Mahins, Marielles, malês". Gosto de levar os folhetos para a sala de aula, permitir o contato dos alunos com essa forma poética. Mas foi uma alegria quando Jarid lançou o livro HEROÍNAS NEGRAS BRASILEIRAS EM 15 CORDÉIS. O livro traz o coro dessas mulheres fundamentais para pensar a história e a cultura do Brasil. Os poemas revelam a contemporaneidade, no sentido de permanência atemporal das questões levantadas, dessas mulheres negras. "E por fim com muito orgulho / O cordel já vou fechando / Com sinceridade espero / Que termine interessando / Se você não conhecia / O que estive aqui contando", lemos no texto dedicado a Carolina Maria de Jesus. Para um país com tantos problemas de memória, o livro HEROÍNAS NEGRAS BRASILEIRAS EM 15 CORDÉIS é peça fundamental na estante de cada docente. "(...) Jarid permite que muitas pessoas alcancem, por meio de seus versos, uma consciência mínima da imensa força e vasta inteligência da mulher negra, na sua diversidade de ser mulher e negra", escreve Jaqueline Gomes de Jesus, no Prefácio.
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